IPH - Instituto de Pesquisas Hospitalares MENU Investindo em conhecimento

Capa revista 13
Gestão Veruska Amorim Ramalheiro
O Hospital Regional do Baixo Amazonas encontra-se em uma área muito restrita quando se trata de acesso geográfico e a sua população possui muitas particularidades culturais. Implantar um serviço de saúde de alta eficiência baseado nas premissas de qualidade e segurança do paciente acaba se tornando um desafio. A saída que o Hospital Regional do Baixo Amazonas encontrou para ser atualmente considerado um centro de referência e excelência em gestão de saúde em seu Estado e Região se deu a partir de projetos baseados e escritos dentro do planejamento estratégico da instituição com foco principal em assistência humanizada, implantação e sustentação de processos, desenvolvimento de pessoas e sustentabilidade. O mix desses elementos tratados como objetivos estratégicos e sendo acompanhados periodicamente resultaram em uma cultura inovadora e sólida com resultados muito positivos para todos os pacientes, colaboradores e comunidade local.

Dentro do mapa estratégico do Hospital, definiu-se objetivos específicos e, a partir disso, foram traçadas metas para execução das tarefas. Os projetos foram definidos e todo o planejamento passou a ter "corpo". Atualmente, o Hospital Regional do Baixo Amazonas consegue, com seus projetos de inovação e sustentabilidade, obter resultados que elevam a eficiência com foco na assistência segura. Abaixo seguem três projetos com resultados satisfatórios:

  • Compostagem e Horta do HRBA (Sustentabilidade): O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) implantou um projeto ambiental pioneiro na região, com o objetivo de reaproveitar o lixo orgânico gerado pela unidade. Menos de seis meses depois, 25% dos resíduos já deixaram de ser despejados no aterro sanitário municipal para se transformar em adubo para a horta da unidade. Atualmente, são cultivadas matrizes de batata-doce, caruru e macaxeira, além de ervas, como capim-santo, erva-doce e hortelã. O Hospital Regional gera uma média mensal de quatro toneladas de lixo orgânico. Com o projeto de compostagem e horta, quase uma tonelada é reutilizada. Para expandir o plantio na área do hospital, será realizada uma campanha de doação de mudas e sementes.
  • Sentindo na pele (Atendimento/Humanização): O objetivo do projeto é aprimorar a sensibilidade dos colaboradores para fornecer atendimento humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, os recepcionistas e atendentes foram submetidos a situações de ansiedade e estresse, para que pudessem sentir a angústia e o sofrimento vivenciados diariamente por quem precisa de atendimento. Após a primeira etapa da implantação do projeto, pudemos verificar indicadores de satisfação do usuário com evolução em seu resultado e com positiva projeção. O programa aconteceu em três etapas. A primeira consistiu na escolha dos participantes. Eles foram orientados sobre a metodologia do treinamento e assinaram um termo de participação, assim como garantiram manter sigilo entre os colegas. Na segunda etapa, aconteceram as simulações em diferentes áreas do hospital. A terceira etapa aconteceu no auditório da unidade. Os trabalhadores contaram a experiência aos colegas e pontuaram o que pode ser melhorado para que os usuários se sintam mais acolhidos e recebam um atendimento humanizado.
  • Gerenciamento de Riscos (Segurança do paciente): O Hospital Regional do Baixo Amazonas trabalha com mapeamento e gerenciamento de riscos de todas as áreas do Hospital, atualmente, 55 áreas são mapeadas, somando 134 riscos gerenciados com 1.326 práticas de controle executadas diariamente para minimizar a probabilidade desses riscos. O HRBA está rodando seu décimo primeiro ciclo de auditoria de riscos que ocorrem semestralmente por meio do grupo de auditores internos. A taxa de conformidade da auditoria de gerenciamento de riscos teve uma evolução de 42%, isso significa dizer que, no início das atividades de gerenciamento de riscos, o Hospital possuía 65,5% de práticas de controles avaliadas em plena conformidade. Atualmente em seu último ciclo de auditoria, o Hospital chegou a um índice de 93,21% de práticas de controle executadas de forma correta. Resumidamente, isso quer dizer que as probabilidades de ocorrência dos riscos mapeados são bem menores atualmente do que no início das suas atividades. Outro reflexo positivo da aplicação dessa ferramenta, são os índices de eventos adversos, que diminuíram suas reincidências por meio do correto gerenciamento e da execução das práticas de controle, garantindo assim uma assistência mais segura para os usuários do Hospital.



Veruska Amorim Ramalheiro
Administradora de Empresas pelo Instituto Esperança de Ensino Superior, pós-graduada em Administração Hospitalar pela UNINTER. Possui vasta experiência na gestão de processos produtivos por meio do desenvolvimento de ferramentas adequadas de qualidade e itens de segurança. Atua com foco na eficácia dos processos. Conhecimento em estabelecimento e implementação dos procedimentos necessários do SGQ - Sistema de Gestão da Qualidade, busca o desenvolvimento de melhorias, como consultora da qualidade e processos em empresas. Como Assessora de Qualidade e Processos no Hospital Regional do Baixo Amazonas, pertencente à Pró-Saúde ABASH, obteve como resultados: a implementação de contrato de interação de processos entre todas as áreas do Hospital; a implantação de auditoria clínica; e os níveis I, II e III de acreditação. Tem experiência na coordenação de processos institucionais e planejamento estratégico, utilizando-se de metodologias como gestão de documentos, gestão de indicadores, planos de ação setoriais, interação de processos e gerenciamento de riscos.
Compartilhe
« voltar
Enviar por e-mail: