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Capa Revista IPH - 14 - Especial Centenário Jarbas Karman
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo: Patrimônio arquitetônico hospitalar Evandro Pereira da Silva

Figura 01 - Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2015).


As primícias da Misericórdia em São Paulo


O surgimento da Santa Casa de Misericórdia no Brasil seguiu o caminho dos exploradores que penetravam para o interior do novo continente, cumprindo seu papel de levar cuidados aos enfermos e abandonados.  Logo, alcançaram e se instalaram em São Paulo dos Campos de Piratininga, por volta de 1560, por meio dos trabalhos realizados pelos padres portugueses destas expedições, como Manuel da Nóbrega[1] e José de Anchieta[2], além de religiosos da Companhia de Jesus[3].

 

A Santa Casa em território paulistano se localizava bem próximo ao Pátio do Colégio, local hoje conhecido como Largo da Misericórdia, segundo é descrito por alguns historiadores e quadros retratados por artistas como Benedicto Calixto[4].



 

Figura 02 - "A Santa Casa e o Pátio do Colégio" - Benedicto Calixto (1853 - 1927).



Segundo Eudes Campos (2011), a Santa Casa de Misericórdia dos Campos de Piratininga, desde sua instalação, permaneceu em edificações próximas à área da fundação de São Paulo. Mas, no início do século XIX, o desenvolvimento começava a chegar e com este outra instituição hospitalar: o hospital militar; diante de tais acontecimentos, a Misericórdia tem seu imóvel retirado da capitania pelo Governo, findando momentaneamente suas atividades e tendo seus pacientes remanejados para atendimentos na nova instituição que assumia seu lugar.



Figura 03 - "Ponte da Santa Efigênia - SP e a Misericórdia (1827)" de Jean Baptiste Debret [5].

 



Novas moradas da Misericórdia


Contudo, em 1825, retorna aos trabalhos de socorro aos menos abastados por intervenção dos novos presidentes da província e da Misericórdia, agora, instalada na sede da Chácara dos Ingleses, propriedade de João Rademaker[6], localizada em um dos pontos de entrada da cidade em direção ao sul e nas adjacências do caminho que levava para o mar. A nova Misericórdia, passou a exercer uma atividade que não se fazia presente no antigo endereço: a roda dos expostos[7].



Figura 04 - "Sede da Chácara dos Ingleses - Hospital da Santa Casa". Aquarela de Edmond Pink, 1823 (à esquerda) e figura 05 - Planta de São Paulo com detalhe do bairro da Liberdade em 1847 - Cemitério dos Aflitos em verde, atual Rua da Gloria (à direita).



Não obstante, por volta de 1840, as suas instalações são transferidas para uma nova edificação que, segundo Campos (2011), teve projeto concebido pelo engenheiro militar português Daniel Pedro Müller[8], ainda nos limites da chácara e com um diferencial em relação ao antigo prédio, pois se situava em uma planta totalmente térrea o que facilitava o trabalho de deslocamento dos enfermos. Entretanto, críticas eram lançadas à tipologia arquitetônica adotada para a construção das instalações do novo edifício da Misericórdia, pois a comparavam a uma senzala[9].

 


Figura 06 - Sede da Chácara os Ingleses - Hospital da Santa Casa, 1840. Planta do engenheiro português Marechal Daniel Pedro Müller (1785-1841 c.). Bico de pena de Augusto Esteves, 1943.



Campos (2011) também destaca que, em detrimento às exigências em relação à quantidade de enfermos que os procuravam, o hospital da Misericórdia vai para um novo endereço, ainda na Rua da Glória, com instalações que renderam elogios. Porém, relatórios confeccionados pelo Dr. Antônio Caetano de Campos[10] em 1875 apontavam as instalações como insalubres para um ambiente de cura. Contudo, o número de enfermos continuava a crescer exponencialmente. Então, em outubro de 1876, a mesa administrativa vê a necessidade de um novo edifício que pudesse passar por ampliações e prestar serviços com maior humanização para todos aqueles que os procuravam.

 



A Santa Casa e a arquitetura neogótica de Pucci


É proferido por Campos (2011) que, diante de todos os fatores enunciados na época, em meados de 1878, uma gleba[11] localizada na Chácara Bexiga foi destinada ao novo edifício de saúde da instituição, e, contando com a presença de autoridades da época, foi lançada a fundação para erigir a obra.

 

Entretanto, segundo Silva (2010), em 1881, após pressão da comunidade e da imprensa, além da inviabilidade financeira, um novo local precisou ser definido. Diante de tal situação, houve uma proposta de troca de terrenos apresentada por José Pinto Antônio do Rego Freitas[12], proprietário de uma gleba no bairro Arouche que seria vendida ao Barão Rafael Tobias de Barros[13] pela metade do preço. Este efetuaria a doação para a construção do novo hospital, localizado atualmente no bairro de Santa Cecilia, mais precisamente, na Rua Dr. Cesário Mota Jr., em troca pela área do Bexiga.

 

As obras se iniciam e, em agosto de 1884, o novo hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é entregue parcialmente concluído. Ocorre então a transferência em definitivo para o novo endereço no bairro de Santa Cecilia, onde permanece atualmente.

 


Figura 07 - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - 1884     



Enfim, o magnífico edifício é concluído. Projetado e construído pelo escritório de Ramos de Azevedo[14] em arquitetura neogótica, concebido pelas mãos habilidosas do arquiteto Luiz Pucci[15] em forma pavilhonar, com tijolos aparentes e alicerces construídos com blocos de pedras assentados apenas por gravidade e sem argamassa, abrigando e proporcionando a continuidade dos trabalhos da Misericórdia no território de São Paulo, que se desenvolvia de forma vertiginosa, porém, com grande carência no atendimento aos menos favorecidos.

 



Funcionalidade do Edifício da Misericórdia


Segundo Ferreira (2015), a Misericórdia iniciou as atividades no novo edifício em 1884 com 200 leitos, sendo a maior construção na cidade, provocando uma alteração na paisagem da época. Desempenhou funções de hospital, dispensário, asilo, albergue e demais atividades de ajuda aos mais necessitados.



Figura 08 - Enfermaria das crianças - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (s/data).


 

Destarte, na concepção do projeto, segundo Campos (2011), o arquiteto Pucci foi fortemente influenciado pela arquitetura hospitalar pavilhonar que estava sendo praticada na Europa, principalmente pelos conceitos adotados no hospital de Lariboisière de Paris[16], onde a ventilação foi algo muito bem equalizada entre projeto e uso do edifício, pois, se tratando de um ambiente hospitalar, a aeração é algo que contribui muito para a cura da enfermidade. Diante disso, o arquiteto italiano designado por Ramos de Azevedo lançou mão dessa técnica no edifício de cura da Misericórdia de SP.



Figura 09 - Projeção horizontal da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1992).

 


É destacado por Mott et al (2011, p. 26) que havia um conceito de edificação hospitalar conhecido como Tollet, desenvolvido em 1872 na França por meio do engenheiro militar francês Casimir Tollet. Neste, se preconizava a construção desse tipo de edificação em locais afastados da aglomeração urbana e de grande exposição à insolação. Além disso, sugeria que o local deveria favorecer a sua expansibilidade, fazendo proveito da superfície do terreno e do conceito de disposição paralela entre os prédios que fossem surgindo, anexos ao principal. Contudo, esse modelo de edifício da saúde ficou conhecido pela sua tipologia pavilhonar, onde também era nítido o cuidado com a contaminação por germes em referência às descobertas recentes realizadas por Louis Pasteur. Não obstante tudo isso, tais pavilhões possuíam, no máximo, dois pavimentos, e os doentes ficavam isolados no interior destes em detrimento do tipo de doença pela qual eram acometidos.

 

Consta também, segundo Salmoni e Debenedetti (1981, p. 101), o nome do arquiteto Italiano Giulio Micheli na construção e ampliação do complexo da Misericórdia, pois Pucci havia nomeado este jovem recém-chegado de Florença sócio nos negócios do escritório de arquitetura.

 



Preservação do patrimônio arquitetônico hospitalar


Contudo, mesmo sem mudanças profundas em sua anatomia e tipologia arquitetônica, o prédio da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo vem buscando absorver e acompanhar os avanços realizados na arquitetura hospitalar mundial sem deixar o posto de pioneiro neste tipo de edificação no Brasil. E, não obstante a isso, tentando cumprir o seu papel de sustentáculo da assistência hospitalar em território paulistano, onde há carência de investimentos por parte do poder público e privado para os menos abastados.


Diante de todos esses fatores aqui apresentados e de sua importância enquanto patrimônio da arquitetura hospitalar, foi solicitado o seu tombamento no ano de 1984. A fim de elencar sucintamente os fatores de interesse relevantes que nortearam o processo de tombamento responsável por inserir o edifício histórico na lista de bens protegidos pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (CONDEPHAAT), deu vistas ao processo nº 23046, impetrado pelo provedor Dr. Mario de Moraes Altenfelder Silva, dirigente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em 15 de agosto de 1984, neste órgão governamental na capital paulista onde, na ocasião, consta que foi recebido pela diretora em exercício, Judith Monari, que prosseguiu, remetendo a solicitação para análise deste referido órgão, conforme descrito a seguir.



Figura 10 - Solicitação de tombamento



Vale salientar que a atitude adotada pelo dirigente do hospital segue a declaração proferida por Boito (1884, p. 22, 23) na conferência realizada em Turim, onde orienta a todos os presentes sobre a necessidade da preservação dos bens (monumentos ou arquitetura), e destaca como sendo esta uma responsabilidade de toda a sociedade e do governo.

 

Consta nas folhas preliminares do processo apresentado pelo Dr. Altenfelder (1984) ao CONDEPHAAT um memorial descritivo, detalhando a localização do edifício da Santa Casa, já citada no corpo deste artigo, além de detalhes sobre o concurso do projeto, do qual participaram arquitetos da época como: José Gandolpho, Dentiliano H. Ribeiros, Paulo Hamelin, Ramos de Azevedo e o vencedor Luiz Pucci, que apresentou a proposta de um edifício pavilhonar em estilo neogótico inglês que seria edificado entre os anos de 1881 e 1884. Salienta-se que, de acordo com as necessidades das atividades do hospital, anos mais tarde, surgiram outros prédios que se anexaram ao prédio principal, formando um complexo, mas que mantiveram o estilo já presente no primeiro edifício, sendo a sua manutenção realizada por meio de um corpo técnico próprio da instituição, buscando-se preservar intactas as características arquitetônicas.

 

Altenfelder (1984) apresenta também no corpo do referido pleito um relatório contendo o número de pacientes atendidos, que era da ordem de 2.000 pessoas por dia aproximadamente, e cerca de 1.000 leitos disponibilizados na época. Também enfatiza que o conjunto de prédios apresenta um grande acervo histórico e arquitetônico para as gerações futuras.

 

Entretanto, o arquiteto Carlos Lemos (1984), conselheiro do CONDEPHAAT, em seu parecer que compõe o referido processo, nas folhas 21 e 22, datado de 3 de setembro de 1984, propõe a preservação somente das edificações pioneiras construídas e projetadas por Pucci, sendo estas, o núcleo inicial, os jardins e a capela, ficando livres para alterações, e até mesmo demolições, as demais construções.

 

Compõe também o referido processo, em sua página 36, datado de 18 de julho de 1985, a apresentação das plantas e demais documentos solicitados pelo referido órgão à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo,  os quais a arquiteta Tania Martinho Vega, funcionária do CONDEPHAAT responsável pelo setor, remete ao diretor técnico do órgão para apreciação e providencias cabíveis.

 

Entretanto, em 27 de setembro de 1994, ou seja, uma década após a abertura do processo de tombamento, o provedor vigente, Prof. Dr. Waldemar de Carvalho Pinto Filho, surpreende ao solicitar o arquivamento do pedido de tombamento, por não mais convir, haja vista o interesse da instituição em ampliação e modernização dos edifícios, o que se tornaria muito difícil após a conclusão favorável ao processo de preservação dos prédios; conforme consta nas folhas 144 e 145 do processo remetidas pela Misericórdia ao CONDEPHAAT.


Obstante a solicitação, a arquiteta Tania Martinho Vega reitera, em seu parecer técnico emitido ao diretor técnico do órgão, nas folhas 222, 223 e 224, em relação ao pleito de tombamento do edifício da Misericórdia, que deveriam ser preservados os primeiros edifícios que compõem o núcleo principal, além dos desenhos dos jardins fronteiriços, bem como a capela e seus jardins e a galeria, sendo as demais edificações liberadas para reforma e outras adaptações, desde que possuíssem a anuência deste respeitado órgão de preservação do patrimônio arquitetônico e cultural.


Entretanto, em uma carta de próprio punho escrita em 2002, o então conselheiro do CONDEPHAAT, Rogerio Ribeiro da Luz, exprime uma grande dúvida entre aprovar ou arquivar a solicitação de tombamento, ao tentar entender a grande dificuldade que a irmandade enfrentava por não poder adequar as suas instalações às necessidades daqueles que a procuravam com esperança de cura, em decorrência da tramitação do processo de tombamento que impedia qualquer modificação sem o aval deste órgão, e salienta: "O atendimento aos enfermos e desamparados, a luta constante pela vida administrada pela irmandade, talvez tenha razões que o CONDEPHAAT desconheça e por melhor que sejam as exigências históricas, o viver é fundamental" e termina com a seguinte frase: "Vamos aguardar o pronunciamento, ou seja, parecer de todos os profissionais deste órgão envolvidos neste pleito.".



Figura 11 - Carta de Rogerio Ribeiro da Luz

 


Contudo, em outro parecer técnico datado de 2003, a arquiteta Tania Martinho Vega do CONDEPHAAT destaca obras em andamento no interior do complexo e sugere que a irmandade seja oficiada a apresentar um plano de ocupação e obras para o conjunto, a fim de possibilitar a apreciação deste órgão, a mesma reitera a proposta de tombamento já mencionada neste processo nas folhas 222 a 224.



Figura 12 - Parecer final do CONDEPHAAT .

 


No mesmo ano, uma vistoria minuciosa é solicitada pelo CONDEPHAAT em todo o complexo do hospital, respeitando as peculiaridades de cada ambiente, a qual foi liberada em 2004. Sendo constatadas construções não autorizadas durante o processo de tombamento, as discussões de ordem técnica se arrastam até meados de 2007, quando o colegiado deste órgão por meio de seu presidente, o Sr. Adilson Avansi de Abreu, delibera o parecer favorável ao tombamento dos edifícios da Misericórdia, conforme consta na página 535 do referido pleito, recaindo a proteção aos prédios construídos originariamente por Pucci e Micheli, além dos jardins junto à capela.

 

Portanto, segundo consta nos autos do processo de tombamento, na página 593, o CONDEPHAAT conclui seu trabalho através da publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 21 de setembro de 2010, na página 42, do tombamento do conjunto arquitetônico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, enfatizando a importância social do trabalho realizado por essa instituição e de seu complexo de edifícios, que se tornaram um marco arquitetônico e ambiental para a cidade, enfatizando o respeito por todos aqueles que ali passaram.

 



Considerações finais


Já se foram quase 500 anos, e a Misericórdia permanece presente contribuindo para abrandar o sofrimento produzido pelas enfermidades que assolam os menos abastados. Se, no passado, os espaços eram cedidos em localidades pouco hospitaleiras, o tempo se ocupou de determinar um local onde pudesse crescer e continuar seus feitos, proporcionando o vislumbrar de um futuro melhor para aqueles que vão ao seu encontro no anseio de obter a cura. Desta forma, essa instituição ocupou o espaço em terras paulistanas por meio de uma arquitetura funcional. 

 

Entretanto, ao conhecer todas as etapas de um processo de tombamento de um patrimônio arquitetônico dessa magnitude, nos surpreendemos, pois já se passaram 32 anos desde que o primeiro passo em direção à preservação da história da arquitetura hospitalar em terras paulistanas foi dado. Seus dirigentes talvez nunca pudessem imaginar o tempo que transcorreria, e os percalços até a conclusão.

 

Portanto, a arquitetura materializada por Pucci e Micheli no final do século XIX, por meio de tijolos e argamassa em seus arcos portantes, enfim encontra seu merecido lugar na história, permitindo às futuras gerações que testemunhem o princípio da arquitetura hospitalar paulistana, fornecendo a real dimensão da evolução desse tipo de edificação da saúde e sua contribuição arquitetônica e cultural.

 


Referências

 

Livros

 

BOITO, Camillo. Os restauradores: conferência feita na exposição de Turim em 07 de junho de 1884. São Paulo. Ateliê Editorial, 2008.

MOTT, Maria Lucia et al. História da saúde em São Paulo: instituições e patrimônio arquitetônico (1808 - 1958). São Paulo. Editora Manole e Fiocruz, 2011.

MOURA, Carlos Eugenio Marcondes de. Vida cotidiana em São Paulo no século XIX: memórias, depoimentos, evocações. São Paulo. Ateliê Editorial, 1999.

SALMONI, Anita; DEBENEDETTI, Emma. Arquitetura italiana em São Paulo. São Paulo. Editora Perspectiva, 1981.

Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010). Processo de tombamento da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Volumes I, II e III. São Paulo.

 

Referências on-line

CAMPOS, Ernesto de Souza. (1943). Santa Casa de Misericórdia de Santos. Disponível em: http://www.novomilenio.inf.br/santos/

CAMPOS, Eudes. (2011). Hospitais paulistanos: do século XVI ao XIX. Disponível em: http://www.arquiamigos.org.br/info/info29/i-estudos2.htm

FERREIRA, Flavio Luiz Fantini. (2015). O papel da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo na fusão da homeopatia pelo País. Disponível em: http://lamasson.com.br/biblioteca/mais/museuab/artigos/santacasa.htm

MARCHESOTTI, Ana Paula. (2013). Santa Casa de Misericórdia: história e desafios. Disponível em: http://tremdahistoria.blogspot.com.br/2013/05/santa-casa-de-misericordia-historia-e.html

SILVA, Marcia Regina Barros da. (2015). Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - saúde e assistência se tornam públicas (1875-1910). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php? script=sciarttext&pid=S0104-87752010000200004&lng=pt

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Jornal&id=677

http://www.dicionariodoaurelio.com/


Figuras

Figura 01 - Disponível em: http://www.santacasasp.org.br/portal/site/quemsomos/historico

Figura 02 - Disponível em: http://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt89.htm

 Figura 03 - Disponível em: http://abstracaocoletiva.com.br/2013/03/27/jean-baptiste-debret-obras/

 Figura 04 - Disponível em: http://www.arquiamigos.org.br/info/info29/i-estudos2.htm

 Figura 05 - Disponível em: http://www.arquiamigos.org.br/info/info03/index.html

 Figura 06 - Disponível em: http://www.arquiamigos.org.br/info/info29/i-estudos2.htm

 Figura 07 - Disponível em: http://www.santacasasp.org.br/portal/site/quemsomos/museu/pub/8689/web-site-museu---acervo-fotografico-2

Figura 08 - Disponível em: http://www.santacasasp.org.br/portal/site/quemsomos/museu/pub/8689/web-site-museu---acervo-fotografico-2

Figura 09 - MIQUELIN, Lauro Carlos. Anatomia dos edifícios hospitalares. São Paulo. Editora CEDAS, 1992.

Figura 10 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010). Processo de tombamento da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Volume I. São Paulo, p.01.

Figura 11 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010). Processo de tombamento da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Volume I. São Paulo, p.229.

Figura 12 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010). Processo de tombamento da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Volume I. São Paulo, p.535.




Notas

[1] Padre português que chegou ao Brasil em 1549 com o governador-geral Tomé de Souza chefiando o primeiro grupo de jesuítas. Disponível em: http://escola.britannica.com.br/article/483409/padre-Manuel-da-Nobrega

[2] Padre natural da Espanha que ingressou na Companhia de Jesus em Portugal e depois foi enviado ao Brasil, onde ajudou a catequizar os índios e fundou o povoado de São Paulo. Disponível em: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/padrejosedeanchieta/index.php?p=4942

[3] A Companhia de Jesus originou-se em 27 de setembro de 1540, com a aprovação do Papa Paulo III, colocando-se à disposição para servir em missões de evangelização da igreja. Disponível em: http://www.asav.org.br/nosso-fundador/

[4] Benedicto Calixto de Jesus foi um pintor, historiador e professor que viveu em São Paulo entre 1853 e 1927, registrou muitas imagens do cenário paulista com seus pincéis e depois até com uma câmera fotográfica, trazida de Paris durante estudos que realizou na cidade-luz. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8777/benedito-calixto

[5] Jean-Baptiste Debret nasceu em Paris em 18 de abril de 1768. Foi aluno da Escola de Belas Artes de Paris, veio ao Brasil disseminar os valores neoclássicos, por volta de 1816. Foi um dos fundadores da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Visitou diversas cidades registrando seu cotidiano. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa18749/debret

[6] João Rademaker possuía nacionalidade inglesa, por isso sua propriedade ficou conhecida como chácara dos ingleses. Disponível em:  http://www.arquiamigos.org.br/info/info29/i-estudos2.htm

[7] Dispositivo confeccionado em madeira constituído por um cilindro oco que, girando em torno do próprio eixo, apresentava em uma das faces uma abertura que ficava voltada para a via pública e era destinada a receber crianças enjeitadas. A criança era colocada no interior desse cilindro e este era girado 180 graus, passando, então, a abertura do cilindro para o interior do prédio. Esse dispositivo foi instalado em julho de 1825 no hospital da Misericórdia (Chácara dos Ingleses) por Lucas A. Monteiro de Barros, primeiro governador de São Paulo, e foi desativado em 1949. Disponível em: http://tremdahistoria.blogspot.com.br/2013/05/santa-casa-de-misericordia-historia-e.html

[8] Daniel Pedro Müller (1785-1841), engenheiro militar português, foi o autor do primeiro mapa impresso de São Paulo, o Mappa Chorographico da Provincia de São Paulo, desenhado em 1837 e publicado em 1841, na cidade de Paris. Disponível em: http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php?journal=rbc&page=article&op=view&path%5B%5D=1264&path%5B%5D=828

[9] Tipo de alojamento utilizado por senhores de engenho para abrigar seus escravos durante o período noturno. Era construída com paredes de barro reforçada com madeira e coberta com telhas ou palha. Disponível em: http://www.historiabrasileira.com/escravidao-no-brasil/senzalas/

[10] Prof. Dr. Caetano de Campos (1867-1891), natural de São João da Barra, RJ, médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, ocupou o cargo de médico-cirurgião da Santa Casa em 1875 e, posteriormente, o de diretor médico. Foi também Secretário da Educação do Estado de São Paulo, cargo em que muito se destacou. Disponível em: http://www.santacasasp.org.br/upSrv01/up_publicacoes/4617/3454_MUSEU-HISTORICOS-OS-PRIMEIROS-DIRETORESCLINICOS.pdf

[11] Toda a área não loteada localizada dentro do perímetro urbano ou fração de área não loteada limitada por vias urbanas com infraestrutura mínima, considerada, para efeito de tributação, a profundidade equivalente à dimensão máxima de um quarteirão, a partir de sua frente voltada para via pública. Disponível em: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/legislacao/planos_regionais/index.php?p=822

[12] Bacharel em direito, ocupou vários cargos políticos, entre os quais, presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 1884, segundo Moura (1999).

[13] Rafael Tobias de Barros, segundo barão de Piracicaba (1830-1898), natural de Itu/SP, foi um fazendeiro brasileiro, filho de Antônio Pais de Barros, primeiro Barão de Piracicaba, e de Gertrudes Eufrosina de Aguiar. Disponível em: http://www.arquiamigos.org.br/info/info16/i-estudos.htm

[14] Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) atuou como arquiteto na capital no final do século 19 e começo do século 20, foi responsável por projetos como o do Mercado Municipal e do Palácio das Indústrias em São Paulo. Disponível em:  http://www.poli.usp.br/pt/a-poli/historia/galeria-de-diretores/200-prof-dr-francisco-de-paula-ramos-de-azevedo-.html

[15] Arquiteto de origem italiana radicado no Brasil e que trabalhava para o escritório de arquitetura de Ramos de Azevedo. Disponível em: http://www.cremesp.com.br/?siteAcao=Jornal&id=677

[16] Hospital edificado e concluído em 1846 em Paris que, de acordo com MIQUELIN (1992), possui uma configuração a partir de dois grupos de cinco pavilhões paralelos intercalados por áreas de jardins, ligados por uma circulação (galeria) que contorna um pátio interno. Os pavilhões têm a forma de um "L", ligando-se pela haste menor à circulação principal.


Esse texto faz parte da pesquisa de Mestrado orientado pela Profª Drª Paula De Vincenzo Fidelis Belfort Mattos, realizado na Universidade São Judas Tadeu.


Evandro Pereira da Silva

Docente do curso de arquitetura e urbanismo da universidade Guarulhos;

Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade São Judas Tadeu (2016);

Pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade de Mogi das Cruzes (2013);

Graduado em Arquitetura e urbanismo pela Universidade Guarulhos (2010);

E-mail: evanpere@gmail.com

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